Mannequim, livro
de estreia de Marcelo Lima, conta a estória de Anne, uma garota do interior dos
Estados Unidos que sempre sonhou em ser uma modelo de sucesso. Anne tem a
chance de realizar seu sonho quando se torna a finalista de um dos mais
badalados concursos de moda do país, organizado pela agência de modelos
Mannequim, a garota Mannequim irá selecionar o novo rosto da moda, e a nossa
protagonista não podia estar mais feliz com a grande chance de sua vida, mas
nem tudo pode ser tão perfeito. Assim que chega em Nova York, Anne descobre que
Stacy, sua ex-melhor amiga e atual inimiga também é uma das finalistas do
concurso, e não por seu talento, e sim porque os Donovan são os novos donos de
Mannequim, então seria uma ótima distração para a filha deles participar de um
concurso. De repente, o que deveria ser perfeito, se torna um inferno na terra,
Anne não tem que lidar somente com Stacy, mas também com Noah, um modelo com
fama de Don Juan, Jim, que era seu melhor amigo até declarar seu amor à ela, e
por fim, Uriel, um fotógrafo misteriosamente sedutor. Envolvida cada vez mais
com o concurso e com sua vida amorosa de cabeça para baixo, Anne começa a
sofrer ameaças contra sua segurança. Mas quem estaria fazendo isso com ela?
Mannequim é um
livro bipolar. Sim, pessoa que está lendo essa resenha. Mannequim não é
exatamente um chick-lit, mas também não chega a ser um thriller sanguinolento.
Nã-nã-ni-nã-não. Vamos por partes, mais tarde eu explico isso de ser bipolar,
só citei agora porque é uma questão bem gritante durante o livro todo.
Tive acesso ao
manuscrito ainda não publicado por meio do próprio autor que ofereceu um e-book
para resenha, vocês sabem como eu sou o maior fã de e-books, como eu amo cansar
a vista lendo na tela brilhosa do computador (se não me conhece ainda, isso foi
uma ironia, ok?), mas resolvi dar uma chance e ver no que ia dar aquilo, levei
algumas semanas lendo, e como sempre, fui arrastando o e-book, tinha surtos de
interesse, costumava pegar o livro segunda e só retomar na
próxima segunda, e assim foi indo.
Admito que o
enredo não me prendeu durante as primeiras 20 páginas, não sei bem o que
aconteceu, mas levei bastante tempo para finalizar os seis primeiros capítulos,
Anne me irritava tanto que me impedia de enxergar alguma coisa por trás da
narração dela, mas então tudo sofre uma guinada e o livro fica interessante.
Tenho uma palavrinha para o enredo de Mannequim: MACONHA. Marcelo provavelmente
estava muito chapado quando redigiu o texto, porque existem tantas loucuras
naquele livro que após o prelúdio composto por essas 20 ou 30 páginas, é
impossível largar , de tal modo que minha cabeça ficou doendo com minha vista
um pouco cansada, já que eu tenho o tal problema com óculos, sou muito cego,
imagina o que ficar lendo o dia todo faz comigo?
Falando em
maconha, a escrita de Marcelo me lembrou bem a escrita de outra escritora que
eu também tenho a suspeita de escrever sob o efeito de drogas, assim como Sara
Shepard, o escritor de Mannequim usa e abusa de referências ao mundo atual,
sempre citando músicas famosas, como Rumour Has It, de Adele, e o mais incrível
é que em ambos os casos, essa coisa de sair citando redes sociais, marcas,
lojas, estilistas e artistas tornam o livro muito doido em algo mais possível
(sim, eu estou sóbrio, mamãe).
Sinceramente? Um dia eu ainda pergunto ao Marcelo quem foi
que inspirou os mocinhos de Mannequim, porque eles não são perfeitos, muito ao
contrário! O Jim fuma, o Noah é tarado e o Uriel é um criminoso por ter
nascido... bem, é um crime contra minha sanidade mental que aquele personagem
lindo tenha sido redigido. E talvez, por eles serem homens normais, me senti
mais confortável durante a leitura, porque cada vez mais eu me vejo longe
desses YAs com o cara mais gostoso do mundo como o protagonista, talvez por
experiência própria, talvez não.
Nos primeiros
parágrafos, eu disse que o livro é bipolar, vamos explicar porque. Tudo indica que Mannequim é mais um livro
direcionado ao público feminino, um tanto maçante, se olharmos a quantidade de
chick-lits que são lançados por mês hoje em dia, mas não, Mannequim sofre viradas
de personalidade literária, ora é um Young adult, mais tarde se mostra um
excepcional chick lit, e por fim, temos um perfeito suspense bem armado.
*A Capa no início da resenha é somente ilustrativa e não representa a versão que irá ser publicada pela Modo Editora

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